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OÃO DA CRUZ DE LIMA, natural de Marcelino Vieira, Estado do Rio Grande do Norte, nascido no dia 6 de agosto de 1906, filho de pai não declarado e de Raimunda Maria da Conceição, conhecida popularmente pela alcunha de Raimunda Doida. Casado com Antônio Damião da Silva, conhecida por TONHEIRA, natural de Marcelino Vieira-RN, nascida em 22 de novembro de 1914. Sendo filha de Salvino Simplício Damião e de Herculana Maria da Conceição. Desse consórcio nascera os seguintes filhos:
JUVENAL DAMIÃO DA CRUZ, nascido em 03 de maio de 1959,
sapateiro, residente em Marcelino Vieira;
JOSÉ EUFRÁSIO DA CRUZ,
nascido em 15 de maio de 1941;
JOÃO BOSCO DA CRUZ,
nascido em 18 de maio de 1943 e falecido em 014 de dezembro de 2022. Foi um dos
melhores goleiro que passou pelo Baraúnas de Mossoró, nas temporadas de 1967,
1968 e 1969;
SEBASTIÃO DAMIÃO DA
CRUZ, nascido em 20 de janeiro de 1951;
MARIA DAS DORES DA
CRUZ, nascida a em 20 de maio de 1945;
MARIA NOELIA DA CRUZ,
nascida em 14 de janeiro de 1949; MARIA DE FÁTIMA CRUZ, nascida em 16 de janeiro
de 1952;
MARIA INÊS DA CRUZ, nascida
em 20 de abril de 1958;
SALVINO DAMIÃO NETO, nascido em 07 de novembro de 1955 e faleceu em 28 de julho de 2018, grande goleiro. Começou sua carreira futebolística no Paufareense, de Pau dos Ferros, jogando nas seguintes equipes: América, RN, Fortaleza, CE, Ferroviário, CE, Santa Cruz, PE e Botafogo da Paraíba, posteriormente foi treinador no Estado do Ceará.
João da Cruz, no ano
de 1927 foi convocado pela gloriosa e amada Polícia Militar do Estado Rio
Grande do Norte, para formar uma guarnição no sentido de combater o bando de
Lampião, cujo bando havia avisado que queria
saquear o povoado de Vitória, atual Marcelino Vieira, tendo a frente o Tenente
Napoleão de Carvalho Agra, o qual realizou uma seleção de 15 homens, entre os selecionados
estava o jovem João da Cruz, com apenas 21 anos de idade. No dia 10 de junho de
1927, o Tenente Napoleão comandava quinze homens e no sítio Caiçara, na época
município de Pau dos Ferros, hoje Marcelino Vieira, onde se encontra construído
o Açude Público denominado de JUNCO, depararam-se com o Bando de Lampião,
iniciando um grande tiroteio. Os cangaceiros levaram vantagem, enquanto, os
soldados começaram a sentir o fogo por um dos flancos. Fuzilavam firmes, sem
esmorecimento, quando acaba-se a munição, tendo o comandante da guarnição
determinado a retirada dos policiais militares, sendo que o Soldado José de
Matos gritava: que morreria, mas não se rendia, daí o soldado João da Cruz,
tenta puxar o colega pela camisa no intuito de recuar, nesse interim, José de
Matos foi atingido com uma bala, na mesma ocasião o Soldado João da Mata acerta
um tiro de fuzil no cangaceiro conhecido pela alcunha de Preto Azulão, cujo
tiro varou o lado esquerdo do tórax. O Corpo de Azulão foi enterrado no sítio
Caiçara pelo irmão conhecido por SERRA D’UMÃ, na margem deum riacho.
João da Cruz era
considerado na comunidade como repórter, tendo em vista que somente ele entendia
as notícias veiculadas pelo erário, assim, sendo, era ele que transmitiam as
principais notícias da época a população de Marcelino Vieira.
Logo após o tiroteio,
a Polícia Militar tentou promover JOÃO DA CRUZ, mas o mesmo, talvez, com medo
dos bandidos de Lampião, não aceitou sua promoção, continuando sua vida normal,
ou seja, de agricultor